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Fundo imobiliário de R$ 195 milhões terá aplicação mínima de R$ 5 mil

 

Jornal Valor Econômico
Alessandra Bellotto, de São Paulo
02/03/2010

 

Mais um fundo imobiliário prepara oferta pública de cotas. Liderada pelo Banco Bradesco BBI, a carteira, batizada de Presidente Vargas, aguarda apenas a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para dar início à distribuição.

A emissão deve chegar a R$ 195 milhões, em cotas com valor unitário de R$ 1 mil. Para participar da operação, o investidor pessoa física terá de manifestar sua intenção e observar o investimento mínimo de R$ 5 mil .

Os pedidos de reserva das cotas vão do dia 22 de março até o dia 16 de abril. Já as pessoas vinculadas à oferta têm até 7 de abril para fazer a reserva.

Os recursos levantados com a oferta, segundo aviso ao mercado, serão destinados à aquisição, para exploração comercial, dos edifícios Torre Boa Vista e Torre Vargas. Esses empreendimentos estão localizados na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

A gestão do portfólio de ativos imobiliários ficará a cargo da Latour Capital do Brasil, que informou a intenção de seu grupo empresarial e de profissionais vinculados de subscrever parcela de aproximadamente R$ 20 milhões da oferta.

A expectativa de rentabilidade para a carteira, pela administradora BEM DTVM e pela Latour, é de 9,5% ao ano, atualizada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), de acordo com os termos dos contratos de locação atualmente em vigor.

Além disso, existe a possibilidade de valorização dos empreendimentos imobiliários e consequente aumento do valor da cota no mercado secundário. As empresas ressaltam, contudo, que não há garantia nenhuma de tal remuneração.

Em comunicado ao mercado, o Bradesco informa que a cotas serão oferecidas por intermédio do Sistema de Distribuição de Ativos DDA - administrado pela BM&FBovespa -, com a participação de um consórcio de corretoras. Caso a demanda dos investidores não institucionais, entre eles a pessoa física, seja superior ao percentual de alocação a ser destinado a esse grupo pelo coordenador da operação, os pedidos de reserva serão atendidos total ou parcialmente.

No rateio, será feita divisão igualitária e sucessiva das cotas entre todos os pedidos de reserva, limitada ao valor individual de cada pedido - até R$ 15 mil ou 15 cotas. As cotas remanescentes serão, então, rateadas entre todos os investidores proporcionalmente ao montante indicado nos pedidos.

A operação admite colocação parcial, caso não se atinja o volume de R$ 195 milhões. O valor mínimo para que não haja cancelamento é de R$ 122 milhões. Nesse caso, os recursos serão usados apenas para a aquisição da Torre Boa Vista pelo fundo. As cotas serão negociadas no mercado secundário de bolsa de valores, por intermédio do Megabolsa.