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Sam Zell vê Brasil como país número 1 para investimentos

 

Jornal Valor Econômico
Rita Nazareth, da Bloomberg
17/03/2010

 

Sam Zell, o investidor bilionário que uma vez se classificou como um dançarino em sepulturas em busca de lucros com ativos problemáticos, vê o Brasil como o país número 1 para investimentos hoje no mundo. "Não vejo bolha no Brasil", disse o investidor, que é o segundo maior acionista da Gafisa, a segunda maior incorporadora do país. O Ibovespa subiu 82,66% em 2009, recuperando-se de uma queda de 41% no ano anterior.

Ele também afirmou que o mercado acionário americano está pronto para estender o maior rali desde os anos 30, à medida que a economia dos Estados Unidos se recupera.

"O mercado não está 'sobre comprado'", disse Zell, de 68 anos, fundador do Equity Group Investments LLC, baseado em Chicago. "O mercado está talvez perto de onde deveria estar. Se a recuperação continuar e houver menos interferência do governo na economia, será um bom presságio para o mercado melhorar".

O índice Standard & Poor's 500 subiu 70% nos últimos 12 meses, com o Federal Reserve mantendo os juros perto de zero e o governo desembolsando, em empréstimos ou garantias, mais de US$ 8 trilhões para estimular a economia.

Para Zell, o 237º homem mais rico do mundo segundo o ranking da revista Forbes publicado este mês, a economia está melhorando lentamente.

A economia americana se expandiu no ritmo mais rápido em seis anos no quarto trimestre, refletindo o forte investimento e a grande contribuição dos estoques. Mas as empresas eliminaram postos de trabalho em 11 dos últimos 12 meses, cortando 3,3 milhões de vagas.

Zell fez fortuna investimento em imóveis e com a venda da empresa Equity Office Properties Trust para o Blackstone Group LP, em Nova York, por US$ 39 bilhões em 2007. Ele disse que o mercado imobiliário americano vai começar a se recuperar no fim deste ano e se fortalecer em meados de 2011.

Presidente da Equity Residential, que diminuiu os dividendos, Zell disse que os fundos de investimento imobiliário terão caixa para elevar os dividendos no futuro. A Equity Residential reduziu o dividendo de US$ 0,48 para US$ 0,33 no ano passado. "Eu duvido que no futuro próximo será interessante para os fundos reduzirem seu colchão de liquidez", afirmou o investidor, quando questionado sobre a elevação do "payout" ao nível anterior.

O bilionário espera mais fusões e aquisições no setor imobiliário americano este ano. A batalha pelo General Growth Properties Inc, proprietário de mais de 200 shoppings em Boston e Los Angeles, está se transformando na maior disputa do setor desde a venda do Equity Office Properties. "Eu não me surpreenderia se
houvesse mais fusões e aquisições agora do que houve historicamente", disse Zell.