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Tendência é trocar investimento direto em imóveis por fundos

 
Bianca Benedetti - Brasil Econômico - 18/08/2011
 

O desenvolvimento do mercado de imóveis está aumentando as vantagens de adquirir cotas de fundos imobiliários. Cresce o número de ativos em oferta e a tendência é a de que haja cada vez mais fundos aplicando no setor.

Os fundos imobiliários foram criados no final da década de 90 e evoluíram até tomarem a forma atual, diante da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), via Instrução nº 472, de 31 de outubro de 2008.

Uma das principais vantagens desse tipo de investimento é que os fundos permitem que o investidor aplique em empreendimentos de melhor qualidade e tenha acesso a atividades que não seriam viáveis ao adquirir 100% de um imóvel.

Além disso, com o aumento dos preços dos empreendimentos e da procura dos grandes investidores, ficou mais difícil enfrentar uma concorrência tão especializada. Já quando esse mesmo investidor adquire cotas de um fundo de investimento imobiliário, ele passa a fazer parte de um grupo de investidores reunidos com o objetivo de somar seus recursos.

O grupo terá um volume maior de dinheiro para enfrentar a concorrência dos demais interessados nos imóveis.


Há em funcionamento mais de 100 fundos da categoria no país, com patrimônio superior a R$ 8 bilhões e diversas estratégias de investimento


Cada participante do grupo estará investindo em ativos que tendem a ser mais rentáveis do que, por exemplo, uma casa de aluguel, tais como grandes empreendimentos nos mais diversos setores da economia. A consequência desse investimento é o acesso a inquilinos de grande expressão e qualidade, como é o caso, por exemplo, do “FII Almirante Barroso”, proprietário do Edifício Almirante Barroso, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro e locado integralmente para a Caixa Econômica Federal, ou do “FII BB Progressivo”, que detém dois empreendimentos em seu patrimônio nas cidades de Brasília e Rio de Janeiro e alugados para o Banco do Brasil.

Existe ainda a vantagem da praticidade. O investidor não terá de se envolver diretamente na administração do imóvel, pois ela ficará a cargo de profissionais contratados pelo fundo, que serão fiscalizados e estarão sob a responsabilidade da instituição financeira administradora do fundo. Assim, o cotista pode vir a ter o bônus do investimento, eximindo-se dos ônus de ser o proprietário- administrador.

Qualquer investidor pode adquirir cotas de um fundo imobiliário, independente de seu porte. Há fundos cujas cotas são vendidas em agências bancárias e que aceitam investimentos iniciais a partir de R$ 1 mil, por exemplo.

A liquidez é outro fator a ser considerado. Para transformar sua cota em dinheiro vivo, a pessoa física pode negociá-la na bolsa de valores. A venda ocorrerá de forma ágil, se as cotas estiverem depositadas numa corretora de valores, que vai representar o vendedor na negociação.

Atualmente estão em funcionamento mais de 100 fundos de investimento imobiliários no Brasil, com patrimônio total superior a R$ 8 bilhões, que apresentam diversas estratégias de investimento.

Há os que são voltados à renda com o aluguel dos imóveis que o fundo adquire e os que visam ao ganho de capital obtido com a comercialização dos imóveis de forma especulativa, além dos destinados à incorporação de determinado empreendimento para venda futura.

Sendo assim, o cenário dos fundos de investimento imobiliário hoje é favorável para quem está acostumado a investir em imóveis e deseja continuar no setor. E também para o pequeno aplicador que quer participar do bom momento do mercado imobiliário brasileiro.