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Banco Morgan Stanley estreia em fundos imobiliários

 

Jornal Valor Econômico
Alessandra Bellotto, de São Paulo
28/05/2010

 

SÃO PAULO - O Banco Morgan Stanley faz sua estreia no segmento de fundos imobiliários, ao liderar a oferta do TRX Realty Logística Renda I. A carteira, que pretende levantar R$ 200 milhões com a emissão de até 2 milhões de cotas a R$ 100, tem como objetivo explorar imóveis prontos, de natureza comercial, voltados para a operação de armazéns logísticos.

O rendimento-alvo do fundo é de 9,5% ao ano sobre o valor da cota, corrigido anualmente pela inflação. A receita deve vir, principalmente, da locação dos empreendimentos. Os gestores de investimento e imobiliário da carteira, a Orbe e a TRX Realty (empresas ligadas), já selecionaram alguns imóveis que podem fazer parte da carteira.

Entre eles, destaque para um empreendimento em Jandira (SP), que deve ser destinado à operação do novo centro de distribuição da FBD Distribuidora, conhecida como Luft. Há ainda imóveis locados para o B2W, Magazine Luiza, Marbel, Whirpool, entre outros. A aquisição dos empreendimentos, contudo, depende de alguns fatores, como o volume a ser levantado com a oferta e o resultado das auditorias.

De acordo com a política de investimentos do fundo, os recursos poderão ainda ser aplicados em participações em sociedades e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O objetivo principal é ganhar com a locação dos empreendimentos.

A operação terá uma oferta reservada para a o público do varejo, equivalente a um montante mínimo de 50% das cotas a serem distribuídas a 100%, e outra para institucionais. A aplicação mínima para o varejo foi definida em R$ 10 mil. O período de reserva da oferta, que deve contar com um grupo de corretoras contratadas pelo Morgan Stanley, vai de 2 a 24 de junho. Para pessoas vinculadas, o prazo é menor, até 16 de junho.

A distribuição será realizada sob o regime de melhores esforços e as cotas serão registradas para negociação no mercado de bolsa administrado pela BM & FBovespa.

A oferta do fundo, constituído em abril, ainda aguarda o registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Morgan Stanley aparece ainda como coordenador líder de outra carteira em análise na autarquia, o RB Capital Desenvolvimento Residencial II, de R$ 200 milhões. Neste ano, já foram registrados R$ 974 milhões em ofertas de fundos imobiliários e há outros R$ 650 milhões em análise.